Não sei se concordo. Os sonhos não são realidade, a realidade não é um sonho. Se algo que acontece na realidade é uma certeza, pelo menos sempre é alguma coisa, enquanto a possibilidade de um sonho pode não ocorrer. A não ser que a premissa seja má ou negativa. Nesse caso, tudo bem.
Estou como tu, ao mesmo tempo gosto e não gosto. Por um lado transmite bem a noção de que um sonho, uma meta, um objetivo, pode ser uma força poderosa e motivante pela qual defines a tua vida, ou parte dela. E acho que é verdade, precisas de sonhos para dar sentido à tua vida. Se não tivéssemos a capacidade de projetar acontecimentos na nossa mente, provavelmente não seríamos capazes de ações muito mais complexas que comer quando temos fome, dormir quando temos sono e abrir um buraco no chão quando temos certas necessidades a ser feitas, e não teríamos o discernimento para realizar ações que, no próprio momento, não parecem dar prazer ou ter utilidade, mas que fazem parte de uma coisa maior e, essa sim, com sentido. Por outro, a frase passa um bocado a ideia de que a realidade nunca é/ se torna boa que chegue para se tornar agradável ou satisfatória, porque fica sempre aquém do que sonhámos. É verdade que é muito raro (para não dizer praticamente impossível) que a realidade acabe por corresponder ao que projetámos, pela simples razão de não sermos videntes e de a maior parte das inúmeras condicionantes que influenciam certo acontecimento escaparem à nossa perceção e ao nosso controlo. Mas isso não é necessariamente uma coisa má. As coisas podem revelar-se melhores do que as planeámos e coisas boas podem acontecer sem termos pensado nelas ou que elas podiam, de facto, ser coisas boas. Além disso, muitas das coisas que tornam a vida agradável (pelo menos a meu ver...) são pequenas coisas que não consegues projetar na tua cabeça, como o pôr-do-sol, o vento na cara ou aquela sensação de quase voo que temos durante um décimo de segundo nos saltos muito altos a cavalo (You know what I mean) :)
Kiki
PS: desculpa o testamento, provavelmente estou aqui a encher-te o blog com cenas nada-a-ver e totalmente fora do que querias dizer, mas aulas com a Sílvia a analisar as emoções transmitidas pela perninha do "p" da 58ª palavra do poema dão nisto...xP
E é uma boa frase :)
ResponderEliminarobrigada =)
EliminarNão sei se concordo. Os sonhos não são realidade, a realidade não é um sonho. Se algo que acontece na realidade é uma certeza, pelo menos sempre é alguma coisa, enquanto a possibilidade de um sonho pode não ocorrer. A não ser que a premissa seja má ou negativa. Nesse caso, tudo bem.
ResponderEliminarA premissa é negativa =) de resto concordo completamente.... até é por isso que digo que gosto e não gosto nada da frase. ;)
EliminarLembro-me de quando é que essa frase surgiu... é perfeita =)
ResponderEliminarEu também... Meu Deus onde já vamos... =)
EliminarCéus , vê lá não surja "uma lágrima no canto do olho" =P
EliminarEstou como tu, ao mesmo tempo gosto e não gosto.
ResponderEliminarPor um lado transmite bem a noção de que um sonho, uma meta, um objetivo, pode ser uma força poderosa e motivante pela qual defines a tua vida, ou parte dela. E acho que é verdade, precisas de sonhos para dar sentido à tua vida. Se não tivéssemos a capacidade de projetar acontecimentos na nossa mente, provavelmente não seríamos capazes de ações muito mais complexas que comer quando temos fome, dormir quando temos sono e abrir um buraco no chão quando temos certas necessidades a ser feitas, e não teríamos o discernimento para realizar ações que, no próprio momento, não parecem dar prazer ou ter utilidade, mas que fazem parte de uma coisa maior e, essa sim, com sentido.
Por outro, a frase passa um bocado a ideia de que a realidade nunca é/ se torna boa que chegue para se tornar agradável ou satisfatória, porque fica sempre aquém do que sonhámos.
É verdade que é muito raro (para não dizer praticamente impossível) que a realidade acabe por corresponder ao que projetámos, pela simples razão de não sermos videntes e de a maior parte das inúmeras condicionantes que influenciam certo acontecimento escaparem à nossa perceção e ao nosso controlo.
Mas isso não é necessariamente uma coisa má. As coisas podem revelar-se melhores do que as planeámos e coisas boas podem acontecer sem termos pensado nelas ou que elas podiam, de facto, ser coisas boas.
Além disso, muitas das coisas que tornam a vida agradável (pelo menos a meu ver...) são pequenas coisas que não consegues projetar na tua cabeça, como o pôr-do-sol, o vento na cara ou aquela sensação de quase voo que temos durante um décimo de segundo nos saltos muito altos a cavalo (You know what I mean) :)
Kiki
PS: desculpa o testamento, provavelmente estou aqui a encher-te o blog com cenas nada-a-ver e totalmente fora do que querias dizer, mas aulas com a Sílvia a analisar as emoções transmitidas pela perninha do "p" da 58ª palavra do poema dão nisto...xP